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Lembranças encobridoras e premissas psicanalíticas
O aspecto não completamente resolvido de cada detalhe do ensaio, seu caráter audacioso e antecipatório, acaba atraindo outros detalhes como a sua negação; a inverdade, na qual o ensaio conscientemente se deixa enredar, é o elemento de sua verdade. T. W. Adorno, Notas de Literatura I. Introdução O texto a seguir assume a forma de um ensaio, uma reflexão temática sem pretensões científicas ou acadêmicas, um conjunto de superinterpretações de parte da obra de Sigmund Freud abert
Rafael Freitas
3 de fev.6 min de leitura


Parte II - O paciente levemente neurótico
Como um artifício ao mesmo tempo retórico e de reforço da prática clínica como ponto de partida privilegiado de suas reflexões, S. Freud traz um ilustre paciente e um caso desse mecanismo psíquico em ação. Assim apresenta a amplitude (para além do princípio de proximidade entre os objetos lembrados) e complexidade (múltiplas representações e sentidos sobrepostos), que o processo de deslocamento, recalcamento e substituição pode alcançar. Com esses objetivos, o texto muda de g
Rafael Freitas
3 de fev.5 min de leitura


Parte III – As teses psicanalíticas descobertas
S. Freud encerra o diálogo, retoma a narrativa e termina seu texto com um desdobramento provocativo de suas teses: temos alguma lembrança infantil ou somente as lembranças derivadas? S. Freud poupa seu paciente em cena mas não seus leitores, quando leva ao extremo as consequências lógicas e clínicas do mecanismo das lembranças encobridoras. Comecei o ensaio buscando as premissas psicanalíticas, ou seus contornos, nesse único texto da obra de S. Freud, desconfiado que o título
Rafael Freitas
3 de fev.2 min de leitura
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